Saltar para o conteúdo

14 – A Torre

by em 29/09/2009

Ao passearem nesta maravilhosa ilha, os olhos de todos brilhavam pela magnificência desta. Mas como o tempo escasseava, a visita à ilha foi como se costuma dizer uma visita de médico pois ainda tinham muitos lugares para ir.

Durante a descida pelo rio, o historiador não acrescentou muito mais coisas ao que Tom já conhecia. Afinal não era tão bom no seu trabalho como tinham mencionado, pensa Tom.

Passados alguns minutos após terem embarcado novamente começaram a entrar num local onde as nuvens começaram a ficar negras e densas. Um vento gélido começou a aparecer e todos pensavam que uma tempestade estava a chegar.

Tom, enquanto as pessoas começavam a ficar assustadas devido ao tempo, olhava para a banda esquerda do barco e por entre uns arvoredos vislumbrou uma espécie de torre por entre estes. Curioso como era, foi ter com o historiador para ver se este sabia do que se tratava, mas como calculava, este não lhe soube dizer, mas em contrapartida mandou-o ir ter com Nancy pois tinha a certeza que esta saberia o que seria.

- Nancy, será que me podia dizer que torre é aquela que se encontra por entre os arvoredos? – disse Tom apontando para lá.

- Aquilo são umas ruínas de um pequeno castelo que havia aqui.. Bem, talvez castelo não seja a palavra mais indicada, uma vez que castelos são grandes e em locais altos.. o que não acontece neste..

- Diga-me que o vamos visitar – disse Tom entusiasmado

- Não sei senhor, é um lugar um pouco sinistro.. E está em muito mau estado, a qualquer momento podem desabar partes da construção.. Não seria seguro para nós irmos lá

- E que vamos fazer em relação ao tempo? Daqui a pouco começa a chover, e o vento também está muito forte – disse Tom olhando para o céu

- Daqui a um quilómetro o rio vai alargar imenso e vai mais parecer mar.. E se o vento piorar muito, é capaz de se tornar uma viagem perigosa para fazer de barco.. – disse ela com ar pensativo – eu também já estava a planear parar e sairmos todos do barco, mas.. – Nancy estava com ar de quem queria mesmo encontrar uma alternativa

- Então paramos do outro lado e vemos se dá para nos abrigarmos nas ruínas..

- Aquilo não é seguro.. Eu vou ter de parar o barco mas só para ficarmos em terra.. Não acho boa ideia irmos para perto das ruínas – diz ela enquanto pega no microfone do barco e fala:

“Boa tarde, devido à repentina mudança no tempo, vamos ter que fazer uma paragem não planeada e sair todos para ficarmos em segurança em terra. Peço imensa desculpa pelo sucedido”

Depois destas palavras os turistas ficaram muito mais calmos porque também estavam com receio de navegar naquelas condições. O barco começa a diminuir de velocidade e a encostar-se à margem e já estava a começar a chover.

Todos desceram e mal Tom pôs os pés em terra teve uma sensação.. um pressentimento como se algo de estranho estivesse para acontecer…

>>Parte 15 – A margem

De → Partes

Deixe um Comentário

Deixar um comentário

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.