21 – Intrusão
Durante o caminho Tom ia a pensar na desculpa que iria dar à recepcionista quando esta o visse a entrar novamente no laboratório…. enquanto pensava lembrou-se do catálogo que esta lhe tinha fornecido da última vez e de tudo que lhe tinha dito e surgiu-lhe uma ideia…
Enquanto Tom caminhava em direcção ao laboratório ia construindo um discurso bastante credivel para não levantar nenhuma suspeita, até que Black, que ia consigo, começou a ficar agitado, como se se aproximasse alguém que ele conhecia. Tom entendo o comportamento do cão escondeu-se e tentou calá-lo, conseguindo-o por breves momentos, momentos esses suficientes para que pudesse ver que Katherine passava e se dirigia, tal como ele, para a AndroTech. Com esta inesperada aparição a curiosidade de Tom aumentava progressivamente, tendo naquele preciso momento activado por completo o seu instinto e perícia de detective.
Tom manteve distância de Katherine, para que não fosse visto e quando esta entrou ele pôs-se junto à porta, que dava para observar a recepção, para que assim podesse ver o que Katherine estava ali a fazer.
- Será que também veio instigar como eu? Não.. estou a ser muito ingénuo…Katherine está envolvida neste caso até ao pescoço.
Reparou que falava com a recepcionista e que esta lhe tinha entregue um cartão, como se fosse um cartão de identificação, ou cartão de acesso.
- Black, quieto e calado – disse Tom com autoridade, pois Black estava entusiasmado com a presença de Katherine naquele lugar – não queres que sejamos descobertos pois não!?
Graças à inquietude de Black quando Tom olhou novamente para a recepção Katherine já tinha desaparecido.
- Para onde ela foi!? Bolas Black… por tua causa perdi-a. Agora ficas aqui escondido enquanto eu vou investigar. Ah e atreve-te a fazer qualquer tipo de barulho que seja.
Tom falava com Black severamente quando estava a meio de investigações , e nestes contextos Black obedecia-lhe rapidamente e sem contestar as ordens.
Entrando no átrio Tom tentou por um ar confiante e de que o que ia dizer era o menos estudado possivel, mas que assim se tornasse mais credível e não levantasse suspeitas.
Chegando ao blacão a recepcionista foi pronta a recebê-lo:
- Bom dia.
- Bom dia, o meu nome é – por momentos Tom temeu em dar o seu verdadeiro nome devido à presença de Katherine, por isso optou por dar um nome falso – Jonh Carter, e já cá estive e a senhora falou-me de alguns produtos produzidos por este laboratório e como faço parte de uma de uma das melhores equipas de motociclos em competição gostava que os nossos motociclistas tenham os factos esquipados com o melhor Thermosin, para que os nossos factos retardem as chamas mais e melhor e que protegem muito mais os nossos corredores.
- Ficamos contentes pela sua preferência, é só deixar o seu contacto que entraremos em contacto consigo o mais rápido possivel.
Tom tinha de fazer algo para que a recepcionista se ausentasse da recepção, para ter acesso a um dos cartões e ao respectivo código que abrissem as portas que davam acesso ao resto do laboratório, pois ao entrar notou os leitores de cartões.
Como notou que a recepcionista não ia abandonar o posto tão cedo optou por:
- Mas eu tenho a máxima urgência, não posso esperar muito tempo. O gestor, director ou responsável por isto está cá?
- Sim está.
- Então deixe-me falar com ele pessoalmente, sei que ele entenderá as minhas razões.
- Não pode, o Sr. Morris não recebe pessoas sem marcações prévias.
- Por favor entre em contacto com ele e diga-lhe que é muito urgente.
Tom antes de dizer isto notou que o fio que fazia ligação ao telefone estava pelo lado de fora da secretária e que estava também ao alcance da sua mão desligá-lo e se assim o pensou assim o fez.
- Ok, mas não lhe garanto que ele o receba.
Durante algum tempo a recepcionista tentou estabelecer a chamada, mas sem sucesso.
- Estranho o telefone não funciona. Não consigo ligar para escritório dele..
Aqui Tom viu a sua oportunidade.
- Por favor comunique de outra forma para lá, eu necessito mesmo desta encomenda, prometi ao meu superior que a fazia hoje e se não a fizer o meu emprego pode estar em risco.
A recepcionista olhou apreensivamente para Tom e pousou o telefone não funcional.
- Eu vou lá pessoalmente ver o que se pode fazer, mas o senhor faça-me o favor de tomar conta da recepção e não deixar ninguém passar.
- Não se preocupe, mas por favor seja rápida, só tenho cerca de 10 minutos.
Dito isto a recepcionista dirigiu-se para o gabinete e Tom teve a sua tão esperada oportunidade para aceder aos cartões e assim o fez. Pegou rapidamente num cartão e no seu código e dirigiu-se para as portas e 20 segundos depois estava nos corredores da AndroTech pronto para descobrir a ligação desta com todo este mistério.
>>Parte 21 em desenvolvimento..
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